Subliminar.
Desejo febril que me consome o ar Anseios do mundo, sôfrego amar. Faz-me sentir numa dolorida noite Espinhos como num velho açoite. Desejo sutil que me leva a cantar Faz minha garganta sangrar sem parar. Quero escrever-te, mesmo num túmulo Esteja-eu, e tu agoureis moribundo. Repare nas entrelinhas, daqueles versos mudos O teu nobre nome imaculado escrito! Mesmo que encontres, ainda tardio... E depois quando eu me for Que ainda restem um pouco do amor Dos meus versos, rasuras que sobrou! Por: Amadeo Fernandes Lovecfraft [aka: Mistinguett]