Acre-doce.
Num dia um sentimento é construído, renovado; no outro instante, destruído, desolado. Viver pra ser só! Infortúnio!! Como posso arriscar minha pobre vida por outrem, e passar toda uma vida equilibrando-se numa frágil linha esperando pela sorte, ou talvez pela morte? Consumido pela insegurança e pela incerteza, juntamente com um medo pairando sobre minha consciência. Viver assim é possível? Talvez eu consiga, mas ver meu amado nos braços da morte, sem poder ampará-lo, definhando moribundo, sem poder senti-lo totalmente e cruamente seria muito doloroso... Amo, mesmo que por alguns instantes o tive, e até mesmo que não possa tê-lo, amarei. Carregarei em minhas memórias essa união do platônico com o realismo. Tu me ensinaste como viver nessa linha intermediária, mostrou-me o reflexo de um no outro, completando-se, encontrando-se. Esse momento será perpetuado enquanto este coração bater. Perdoe-me por negar este amor, mas será melhor assim, sofreremos menos. E o sentimento de culp...