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Mostrando postagens de outubro, 2009

Silêncio

Estava eu sentado, naquele velho e esquecido muro. Numa tarde em que o silêncio e o ofuscar do Sol invadiam o ambiente e os sentidos. Vi ao longe, à minha direita, um lago calmo e monótono e já tão esquecido pelas vidas terrestres. Nessa monótona tarde em que ocupo a minha mente escrevendo e refletindo coisas tão distantes. A paz que desencadeia meu espírito me obriga a sentir o frescor da brisa tardia e observar a bela paisagem que preenchem toda minha visão turva e embaçada, causada pela luz solar, mas que mesmo assim insisto em apreciar essa natureza já tão corrompida pelas mãos insensatas do Homem. Olho ao longe, tentando achar alguma forma de vida que se destaque das demais. Mas nada vejo... Apenas as águas agitando-se sutilmente em harmonia com a direção dos ventos. E o leve balançar dos galhos arbóreos e um pouco rasteiros. No meio dessa mistura de sons que acabam por se confundir com o silêncio, ouço ao longe, do meu lado esquerdo, onde as mãos do Homem já deixaram drásticas f...