Inconstância
Inconstância é meu nome de batismo. Meu nome do meio é o Desejo No final de tudo eu entristeço Por não sentir-me satisfeito. Na volúpia eu me deito Embriago-me sem receio Do leite que tu me deu Eu vomito o gozo meu. Evasivo eu enrijeço Para penetrar teu desespero Ante o gozo da liberdade Pior que provar o veneno É tornar-me dependente dele. Aquele que me persegue Não, não é a tentação Sim, é sim o Tédio Porque ele é meu último nome Por quem eu clamo redenção! Esqueci-me de meu pseudônimo Nome de guerra por quem chamam. Da falta de satisfação E na sede da saliva, Na arte da improvisação Meu nome é Lascívia. (Mistinguett, Amadeo)