A Sombra de Um Poeta.
Caminhou pelos vales de soturnas melancolias Escreveu sob lápides profundas monotonias Deixou de ser poeta para viver uma utopia E sentiu que amou como nunca amaria. Ouviu palavras que ecoavam alegrias Empalideceu o rosto, as mãos suando frias Chegou ao coração de quem nunca chegaria E alimentou esse amor com desejo e selvageria. Fechou os olhos e imaginou com supremacia Despertou e não sabendo o que acontecia Olhou no espelho e viu que era apenas fantasia Acreditou por um instante que era tudo magia Viu que no espelho sua sombra refletia E chorou finalmente porque o Nada existia. Por: Amadeo Fernandes Lovecraft. [Pseudo: Mistinguett]