Ainda não passei por essa dor, mas imagino o quanto deve ter sido sofrido, perder alguém que amamos que deu a nossa vida um pai, mesmo tão longe sabemos a falta que faz um.
Saiba que sempre lembro de você, através de você aprendi muitas coisas
Não guardo nenhuma magoa, apenas a saudade dos bons tempos coisas que nunca mais vou ter! (Isaias)
Obrigado pelas belas palavras Isaias. Me surpreende o fato de você se manifestar depois de um longo tempo. Agradeço pelas palavras, a dor já é mais amena, mas nunca cessará. Também não guardo mágoas de você, pelo contrário, gostei dos nossos tempos, foram muito bons! Obrigado.
Num dia um sentimento é construído, renovado; no outro instante, destruído, desolado. Viver pra ser só! Infortúnio!! Como posso arriscar minha pobre vida por outrem, e passar toda uma vida equilibrando-se numa frágil linha esperando pela sorte, ou talvez pela morte? Consumido pela insegurança e pela incerteza, juntamente com um medo pairando sobre minha consciência. Viver assim é possível? Talvez eu consiga, mas ver meu amado nos braços da morte, sem poder ampará-lo, definhando moribundo, sem poder senti-lo totalmente e cruamente seria muito doloroso... Amo, mesmo que por alguns instantes o tive, e até mesmo que não possa tê-lo, amarei. Carregarei em minhas memórias essa união do platônico com o realismo. Tu me ensinaste como viver nessa linha intermediária, mostrou-me o reflexo de um no outro, completando-se, encontrando-se. Esse momento será perpetuado enquanto este coração bater. Perdoe-me por negar este amor, mas será melhor assim, sofreremos menos. E o sentimento de culp...
Desejo febril que me consome o ar Anseios do mundo, sôfrego amar. Faz-me sentir numa dolorida noite Espinhos como num velho açoite. Desejo sutil que me leva a cantar Faz minha garganta sangrar sem parar. Quero escrever-te, mesmo num túmulo Esteja-eu, e tu agoureis moribundo. Repare nas entrelinhas, daqueles versos mudos O teu nobre nome imaculado escrito! Mesmo que encontres, ainda tardio... E depois quando eu me for Que ainda restem um pouco do amor Dos meus versos, rasuras que sobrou! Por: Amadeo Fernandes Lovecfraft [aka: Mistinguett]
Estava eu sentado, naquele velho e esquecido muro. Numa tarde em que o silêncio e o ofuscar do Sol invadiam o ambiente e os sentidos. Vi ao longe, à minha direita, um lago calmo e monótono e já tão esquecido pelas vidas terrestres. Nessa monótona tarde em que ocupo a minha mente escrevendo e refletindo coisas tão distantes. A paz que desencadeia meu espírito me obriga a sentir o frescor da brisa tardia e observar a bela paisagem que preenchem toda minha visão turva e embaçada, causada pela luz solar, mas que mesmo assim insisto em apreciar essa natureza já tão corrompida pelas mãos insensatas do Homem. Olho ao longe, tentando achar alguma forma de vida que se destaque das demais. Mas nada vejo... Apenas as águas agitando-se sutilmente em harmonia com a direção dos ventos. E o leve balançar dos galhos arbóreos e um pouco rasteiros. No meio dessa mistura de sons que acabam por se confundir com o silêncio, ouço ao longe, do meu lado esquerdo, onde as mãos do Homem já deixaram drásticas f...
Comentários
A DOR
Chama-se a Dor, e quando passa, enluta
E todo mundo que por ela passa
Há de beber a taça da cicuta
E há de beber até o fim da taça!
Há de beber, enxuto o olhar, enxuta
A face, e o travo há de sentir, e a ameaça
Amarga dessa desgraçada fruta
Que é a fruta amargosa da Desgraça!
E quando o mundo todo paralisa
E quando a multidão toda agoniza,
Ela, inda altiva, ela, inda o olhar sereno
De agonizante multidão rodeada,
Derrama em cada boca envenenada
Mais uma gota do fatal veneno!
(Augusto dos Anjos)
mas imagino o quanto deve ter sido
sofrido, perder alguém que amamos
que deu a nossa vida
um pai, mesmo tão longe
sabemos a falta que faz um.
Saiba que sempre lembro de você,
através de você aprendi muitas coisas
Não guardo nenhuma magoa, apenas
a saudade dos bons tempos
coisas que nunca mais vou ter!
(Isaias)